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20/02/2018

Após folia, é hora de reunir a papelada para o IR

Agora que o Carnaval acabou e o "ano começou" no Brasil, é preciso ficar atento para o período de entrega da declaração de Imposto de Renda (IR), que começa já em março.

A Receita Federal deve divulgar as regras e as informações sobre quem deve declarar ou não, isenção e a tabela do IRPF nos próximos dias. Será obrigado a declarar quem recebeu rendimentos tributáveis (como salário, aposentadoria, aluguel) acima de R$ 28.559,70 em 2017.

Normalmente, quem entrega o IR primeiro tem maiores chances de receber a restituição rapidamente. Além de se livrar da obrigação e de receber a devolução antes, outra vantagem de preparar a declaração logo é que, se por acaso você notar que está faltando algum documento, terá mais tempo para resolver a pendência antes de terminar o prazo para entrega, no fim de abril.

"É importante juntar todos os documentos desde já e não deixar essa tarefa para a última hora, já que é preciso fazer o lançamento de todos os rendimentos. O maior risco de cair na malha fina está na omissão, em esquecer de declarar algum ganho", diz o vice-presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Rio de Janeiro, Samir Nehme.

Segundo ele, para facilitar o trabalho de reunir documentos, a dica, diz, "é criar uma pasta, com a inscrição ‘Imposto de Renda’ e nela colocar durante todo o ano os vários recibos de médicos, pagamentos de planos de saúde, notas fiscais, enfim tudo, de tudo o que é necessário constar na declaração. Há muita gente que não sabe nem mesmo o que pode deduzir".

Tirar CPF de menores de 8

Entre outros docunentos (veja abaixo), neste ano, a Receita exige CPF para os dependentes a partir de oito anos. Para obter o documento basta se dirigir a uma agência da Caixa Econômica, do Banco do Brasil ou dos Correios.

O informe de rendimentos dos bancos e o do empregador são essenciais para a declaração, porém, eles podem ficam disponíveis apenas na véspera do início do prazo da entrega.


Saiba a documentação necessária:

-Cópia da declaração do IR de 2017, impressa, arquivada na memória do computador, gravada em CD ou em pendrive;

-Informes de rendimentos das fontes pagadoras (para assalariados autônomos);

-Informe de rendimentos do INSS (para quem recebe benefícios previdenciários)

-Informes de rendimentos bancários;

-Informes de pagamento de contribuições a entidades de previdência privada;

-Recibos de despesas escolares dos dependentes ou do contribuinte (é preciso nome e CNPJ dos estabelecimentos);

-Recibos de aluguéis pagos/recebidos;

-Nome e CPF dos beneficiários de despesas com saúde;

-Nome e CNPJ de pagamentos a pessoas jurídicas como hospitais, planos de saúde, clínicas de exames laboratoriais, entre outros;

-Nome e CPF de beneficiários de doações/heranças e respectivo valor;

-Nome e CPF dos dependentes maiores de 8 anos;

-Nome e CPF de ex-cônjuges e de filhos para provar pagamento de pensão alimentícia;

-Dados do empregado doméstico com os recolhimentos das contribuições ao INSS;

-Escrituras ou compromissos de compra e/ou venda de imóveis, terrenos, adquiridos ou vendidos em 2017;

-Documento de compra e/ou venda de veículos; além de marca, modelo, placa e nome e CPF/CNPJ do comprador ou do vendedor;

-Documento de compra de veículos ou de bens por consórcios em 2017;

-Documentos sobre rescisões trabalhistas, com valores de salários, FGTS, entre outros;

-Título de Eleitor para quem for declarar pela primeira vez.

fonte: Destak