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23/01/2018

Brasil perdeu 328,5 mil vagas formais de emprego em dezembro de 2017

A economia brasileira perdeu 328,5 mil vagas de emprego formais em dezembro. Esse foi o pior desempenho do mercado de trabalho formal em todo o ano de 2017, que terminou com fechamento de 28,8 mil postos com carteira assinada. Os dados foram divulgados no fim da tarde desta segunda-feira, 22, pela Folha de S. Paulo e confirmados pelo Estadão/Broadcast.

O número indica que, apesar da festa do governo pelo início da recuperação do mercado de trabalho, o emprego resiste e demora a melhorar. Ainda que o dado preliminar de dezembro seja melhor que o visto um ano antes - no mesmo mês de 2016, o Brasil perdeu 478,1 mil empregos - a reação ainda não é suficiente para impor a guinada no mercado de trabalho.

Assim, o número de empregos formais caiu pelo terceiro ano seguido em 2017. Nesses três anos de destruição de postos de trabalho, o Brasil perdeu 2,89 milhões de empregos com carteira assinada.

Segundo uma fonte ligada ao Ministério, o dado é preliminar e pode mudar ligeiramente nos últimos dias, já que o indicador de dezembro ainda não teria sido oficialmente fechado. Pela programação original do Ministério do Trabalho, o Caged de dezembro deveria ser anunciado no fim desta semana - provavelmente na quinta ou sexta-feira.

O número ruim surge em meio a uma luta jurídica que envolve o governo Michel Temer e o Ministério do Trabalho. O Palácio do Planalto tenta dar posse a Cristiane Brasil como ministra no lugar de Ronaldo Nogueira que deixou o cargo no fim de dezembro em uma renúncia que surpreendeu muita gente. O último revés do governo foi dado pela ministra Cármen Lucia que suspendeu a posse da ministra programada para esta segunda-feira.

Nos últimos meses, o governo adotou tom bastante otimista sobre a reação do mercado de trabalho. No discurso de fim de ano do presidente Michel Temer, o tema foi citado como motivo de comemoração. “Nos últimos meses, mais de 1 milhão de novos postos de trabalho foram criados. Sabemos que o desemprego ainda é grande, mas esses números demonstram que estamos no caminho certo”, disse no discurso transmitido na noite de Natal.

Procurado, o Ministério do Trabalho não confirmou os dados e informou que não se pronunciaria sobre o tema.

Fonte: Estadão.